Minha visão de nosso planeta foi um vislumbre de divindade. - Edgar Mitchell, E.U.A.
“ os deuses no princípio, dividiram o Homem em homens, para que ele pudesse ser mais útil a si mesmo; Mas infelizmente, as unidades individuais que compõe esse organismo humano unido, deixaram-se retalhar e derramar-se em gotas, de sorte que é atualmente a nossa, uma sociedade “ cujos membros sofreram amputação do tronco e pavoneiam-se por aí transformados em muitos monstros ambulantes- um bom dedo, um pescoço, um estômago, um cotovêlo, mas jamais um homem.
É nossa tarefa, reafirmar “ a unidade da humanidade”
O homem é Uno, porque sua alma é parte e parcela de Deus
Descalcem os sapatos, invasores! “ porque cada homem, cada parte humana, é um Deus em formação.”
Olhai, diante de vós, para os bosques do futuro! Emmerson
A fizeram calar! Seu filho Jesus sendo açoitado, crucificado!
A fizeram calar !
Como tentam atualmente nos fazer calar!
...Hoje meu coração chora... Cadê a JUSTIÇA??? Procuro em mim, o que restou Dor!!!!? Lágrima!!!!? Medo!!!!!?
.....e sem ter a quem recorrer, morando de favor
.....Metade de mim, era amor... mas a outra é MEDO E DOR!!!
...Ninguém ganha É a guerra do homem Ninguém ganha É a guerra do homem
...O testemunho da verdade se tramuta em farsa grotesca e somos denominadas " Malucas "
.....Sei que sou jovem e que tenho muito o que viver, mas estou doente..
...o indivíduo, que anda de cabeça erguida e por incrivel que pareça até orgulhoso, por ter me causado o mal que causou.
.........Ele está tentando me fazer passar por louca,
....Ele me tirou tudo e querem que me calem.
...que mundo é esse que um ato de violencia é considerado normal, aceitavel, a inversão do respeito, dos valores...
...Precisamos andar de cabeça erguida e eles sim, sentirem muita vergonha dentro dessa sociedade machista, excludente e preconceituosa que, infelizmente, defende o homem; ainda tem quem diga que devemos nos calar e ter compaixão de um ser desses
... Mais hoje eu consegui colocar ele pra fora da minha casa ...
...só nos resta amiga é continuar na luta, é tentar levar a publico nosso protesto, incentivar outras mulheres a não se envergonharem de denunciarem que foram vitimas de violencia
...Gostaria muito de manter contato com vc e com outra mulheres que não possuem o medo e a vergonha de dizer " Eu fui agredida, humilhada, roubada", sem medo de uma sociedade medíocre e besta,pois só assim teremos justiça.
CONTINUE, POR MIM!...EU PRECISEI CANSAR E PAGUEI ALÉM DO PREÇO!... Ana n eskeço sua fala: se tivessem me estuprado... esse mundo estaria posto àbaixo! n fale mais isso!... pq vc eh akela pessoa q ta fazendo JUSTO ALARDE E!!! EM LUGAR CERTO!!! EM NOME.... DA VERGONHA Q S E N T I M O S!!!! NÓS MENINAS " COMO SE EU TIVESSE TOLERADO... ME OMITIDO!... E Q AMEAÇA D MORTE É LIXO!...
.....GRATA AO SOFRIMENTO, Que me conduz a ser uma excelente pessoa. Excelente amante dos consertos provindos de almas de muita idade, que mediante tantos erros... Ainda se abatem por haver ética, honra, honestidade... inatas, inerentes, independentes de ...
...Tenho muita vergonha de tudo que ele fez, enquanto isso continua comendo as minhas custas e eu passando sérias necessidades. Isso precisa ter fim.
...quem pratica violencia quer fisica, sexual ou psicologicamente contra a mulher é tão criminoso como qualquer um outro e merece ser penalizado.
...Ele tentou me enlouquecer e sair como bom moço.
...se não fosse tua voz eu não teria continuado, não teria encontrado forças.
..tem horas que me sinto cansada, desiludida, mas de repente me volta a força, a guerreira ressurge com mais vitalidade,
..tem horas que me sinto cansada, desiludida, mas de repente me volta a força, a guerreira ressurge com mais vitalidade,
...Pior do que o rombo financeiro que esse tipo de homem causa e a dor física, é a dor que fica dentro do peito
---Nós mulheres frageis e guerreiras,que passamos por situações vexatorias...
...E a gente sucumbe. Feito um avião caindo do céu
...os danos materiais agente acaba com luta recuperando, mas os efeitos psicologicos deixam marcas que nem os momentos felizes conseguem apagar por completo.
...tb não tenho a quem pedir ajuda, me sinto sozinha nessa luta e fui completamente abandonada por todos, minha casa era cheia de amigos e
...Eu tomei coragem e estou dizendo NÃO!!!
...É horrível não ter com quem contar.
..Nossa como doí a hipocrisia,devia haver um detectador de pessoas hipócritas
A estas sobreviventes de uma sociedade omissa e cúmplice da violência,minha homenagem.
Mulher exija os direitos a que tem direito Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres completa 17 anos e será realizada de 25 de novembro a 10 de dezembro, em 135 países, com o apoio da Organização das Nações Unidas – ONU.
No Brasil, ela começa mais cedo, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Este ano, terá o slogan “Exija seus direitos. Está na Lei. Lei Maria da Penha”. Com o objetivo de alertar a população sobre a violência doméstica e familiar sofrida por mulheres, a edição 2007 traz como tema central o papel da sociedade na aplicação e implementação da Lei nº 11.340/2006, que tem o nome de Maria da Penha, símbolo de luta contra este crime. http://www.campanha16dias.org.br/Ed2007/17anosDeCampanha/index.asp
A Campanha 16 dias de ativismo procura conscientizar a sociedade para uma maior participação contra esse crime, por meio de apoio à mulher, com o objetivo de educar para prevenir, seguindo a Organização dos Estados Americanos - OEA que incluiu no currículo escolar os Direitos Humanos em relação à violência de gênero.
Por que 16 dias? O período de 25 de novembro a 10 de dezembro foi escolhido como foco de ação da Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres por compreender quatro datas significativas na luta pela erradicação da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos. No Brasil, a Campanha começa mais cedo, dia 20 de novembro, para destacar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras. 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra Instituído em 1978, o Dia Nacional da Consciência Negra lembra a inserção do negro na sociedade brasileira e sua luta contra a escravidão. A data lembra o dia 20 de novembro de 1695, dia do assassinato de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade.
25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres Homenagem às irmãs Mirabal, opositoras da ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana. Minerva, Pátria e Maria Tereza, conhecidas como "Las Mariposas", foram brutalmente assassinadas no dia 25 de novembro de 1960.
1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids No dia 1º de dezembro, o mundo se mobiliza para promover ações de combate à Aids. No Brasil, todos os anos o Ministério da Saúde promove a Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que busca estimular a prevenção e diminuir a disseminação do vírus HIV. Estatísticas indicam crescimento significativo e preocupante de casos de mulheres contaminadas, inclusive no Brasil, fato que levou o Governo brasileiro a lançar o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DST.
6 de dezembro – Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá) Quatorze estudantes da Escola Politécnica de Montreal foram assassinadas, no dia 6 de dezembro de 1989. O massacre tornou-se símbolo da injustiça contra as mulheres e inspirou a criação da Campanha do Laço Branco, mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres. No Brasil, a partir de 2007, é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (Lei nº 11.489, de 20/06/2007).
10 de dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos
No dia 10 de dezembro de 1948, a Declara ção Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), como resposta à violência da Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, os artigos da Declaração fundamentaram inúmeros tratados e dispositivos voltados à proteção dos direitos fundamentais. A data lembra que violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos.
Não se cale quando presenciar um ato de violência contra as mulheres. Denuncie! O serviço Ligue 180, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, recebe denúncias de todo Brasil. Uma vida sem violência é um direito das mulheres.
Eu sou Ana Maria Cecchini Bruni, 55 anos, cidadã carioca e cidadã de Itacaré desde 1998.
Este site TERRITÓRIO MULHER é minha denúncia como Mulher e Cidadã.
É o que passei desde 28/ 04 /2006 e passo na cidade de Itacaré - Bahia.
O início assunto particular.
Nos dias e meses seguintes precisei apelar por proteção e orientação na Polícia Civil, Militar e Justiça.
Ao invés de auxílio sofri agressões, ataques brutais, abuso de autoridade, omissão, agressões,descaso, descrédito humilhações e até TORTURA Física e Psicológica com violações aos Direitos Humanos e a Constituição.
A insegurança, intimidações, ameaças, descrédito , difamações, agressões, omissões, contra mim, meu filho e amigos continuam .
...e muitos , demais sabiam que estavam me golpeando e se calaram. e muitos, demais sabiam que estavam me traindo e se calaram e muitos, demais, souberam que me exterminavam e se calaram e muitos, demais foram torpes, vis e pérfidos
e então consomem tudo, os afetos, os elos familiares, as recordações. Extensão do Mal, pelo mau.
Em dias, aqueles e aquelas para os quais se transmitia carinho, afeto, amor, laços familiares ,se revelam seus inimigos. Não querem saber das razões, dos fatos, da verdade, dos princípios, dos anos e anos de convívio.Preferem ficar ao lado do perverso, mesmo sabendo que você está indefesa e sofrendo violências. Aqueles e Aquelas que se dizem mães, tias, tios, sobrinhos, netos, primos do nefasto ser,te ignoram, te repudiam, se tornam mordazes, ferozes defendem o sangue podre que circula dentre eles.Desejam seu extermínio!
e as vítimas falam entre si...
...Suma, disseram.., vc pode acreditar?
..pelo chão fotos rasgadas de minha mãe e minha. As minhas algumas tinham perfurações pontiagudas no rosto......
... tanta coisa destruída, não pouparam nada
... O que você queria? Ele é bonitão!As mulheres gostam dele!
..estou só, nem me atendem no telefone...
...tentei falar com elas, riram e desligaram..
E ávida a família se torna pelos pertences, pelos bens, a cobiça impera voraz.
Recebem o perverso e suas vadias com afeto em suas casas e te repudiam.
Famílias compostas estas por mulheres, que são avós e mães, tias e filhas e agem assim,junto a seus homens da mesma corja.
Como podem renegar aquelas a quem abraçavam e chamavam de filha!De amiga?
Como podem agir assim contra mulheres que lhe deram afeto, netos, sobrinhos, primos!?
Como podem agir assim estas Mulheres e estes homens que você abraçava com tanto amor?
Que seus genes apodreçam e sejam consumidos pelos corvos da maldade que os circundam!
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Atos de violência ocorrem de diversas formas e incluem o fato de não termos a quem recorrer
Ana Maria C. Bruni é mais uma vítima da violência contra mulheres. Para mais informações visite www.territoriomulher.com.br
Darfur em uma cela brasileira
Lembre-se de todas as nossas mulheres nas cadeias Lembre-se de todas as nossas mulheres em protestos Lembre-se de todas as nossas mulheres em anos de lutas Lembre-se de todas as nossas mulheres, seus triunfos e lágrimas (Women’s Day Song, África do Sul)
26/11/2007 – Coluna No Portal Politic por Ericka Omena Erickson
Nós somos as líderes que estamos procurando. Vamos mudar nossas sociedades começando por nós mesmas, todos os dias, para que futuras Anas escrevam poesias diferentes da poesia abaixo.
Sociedade Brasileira ..ela se cala ela se omite ela compactua ela silencia ela não ouve ela não auxilia ela não fala ela não se movimenta ela não se une ela não se solidariza ela é covarde ela é acomodada ela não grita
...ela é você ...ela somos nós
Ana Maria C. Bruni
Quando atos de violência afetam uma mulher, todas nós, incluindo nossas futuras gerações, são afetadas. Ericka Omena Erickson
Itacaré - Bahia
Somente com a união, solidariedade e atuação pública feminina vamos poder realmente escutar, respeitar os direitos e promover o poder das Ana Marias de nosso Brasil e do mundo.
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Para Pará!Para Itacaré!Para Brasil!Parem com a Violência contra as Mulheres!
e ousam! Os do poder! Deixam acontecer atrocidades com seus semelhantes! Homens, mulheres em dor, em vergonha, em sofrimento, em humilhações e vocês ousam não escutar os lamentos! e voces ousam se calarem e voces ousam desafiar a lei maior!
Pobre Seres que desafiam os princípios da humanidade!
Para Pará!
Para Itacaré!
Para Brasil!
Parem com a Violência contra as Mulheres!
Ana Maria C. Bruni
VIOLÊNCIA SEM SANGUE. O CRIME PRATICADO CONTRA AS MULHERES.
Vera Mattos
E de que você vai ter vergonha? De ter sido violentada psicologicamente? De ter sido brutalmente atacada fisicamente? Hei mulher! A sua alma está sofrendo
Mulher entenda que esta sociedade foi construída para fazer concessões aos homens.
Não espere nem mesmo nas delegacias especializadas um atendimento generoso. A razão é que também policiais mulheres são mulheres e também sofrem violência dentro e fora dos seus locais de trabalho. São discriminadas, criticadas e acabam por sucumbir não somente a hierarquia militar, mas a própria insatisfação e ao sentimento de que nada são e nada serão. Haja depressão
No dia 1º de dezembro, o mundo se mobiliza para promover ações de combate à Aids.
No Brasil, todos os anos o Ministério da Saúde promove a Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que busca estimular a prevenção e diminuir a disseminação do vírus HIV.
Estatísticas indicam crescimento significativo e preocupante de casos de mulheres contaminadas, inclusive no Brasil.
Criminosos não usam preservativos!Não tem o direito de passar para suas companheiras , doenças e virus oriundos de suas devassidões e depravações!Canalhas!
Transmissão Sangue e líquidos grosseiramente contaminados por sangue, sêmem, secreções vaginais e leite materno.
Prevenção Na transmissão sexual se recomenda sexo seguro (abstinência, relação monogâmica com parceiro HIV negativo, uso de camisinha). Na transmissão pelo sangue recomenda-se cuidado no manejo de sangue (uso de seringas descartáveis, exigir que todo sangue a ser transfundido seja previamente testado para a presença do HIV, uso de luvas quando estiver manipulando feridas ou líquidos potencialmente contaminados). Não há, no momento, vacina efetiva para a prevenção da infecção pelo HIV.
Período de Incubação De 3 à 10 anos entre a contaminação e o aparecimento de sintomas sugestivos de AIDS. http://www.dst.com.br/pag08.htm
Órfã do Estado, Órfã de uma nação, órfã de uma pátria, órfã de ti, Brasil.Porque deixas teus filhos entregues a própria luta, festejas aqueles filhos que te vendem por um prato de lentilhas, rejubila-te com aqueles do teu seio que te corrompem, subornam e devoram as tuas entranhas?
Que espécie de mãe tu és que geras em mim sentimentos de rebeldia,de revolta,medo,desprezo e impiedade contra meus próprios irmãos?
Sinto-me órfã de alguém a quem respeitava como um gigante de força de força,integridade e justiça. Até quando poderei encobrir do meu próprio filho a fragilidade das tuas raízes? Ou chegou o dia em que devo dizer a ele: - Vamos meu filho, procurar uma adoção. Vamos procurar um novo chão. Ana Maria C. Bruni
Concordo em genero, número e grau com a Ana Maria.....estamos órfãos de Estado, de Nação e principalmente quem nos escute.
Pensar, claro podemos pensar o que quisermos.....falar podemos sim....mas o cruel é que "Ninguém nos escuta"!
Perdemos nossos filhos para a violência, as balas perdidas, quem se importa? Acaba virando notícia sensacionalista um ou dois dias...e nada mais!
Brechas na lei por onde escoam rios de impunidade, abrandamento da Lei dos Crimes Hediondos, os menores que são os "007 Tupiniquins" (com direito a matar), pois menor se roubar um pirulito ou matar não faz diferença é tudo "Ato Infracional -não crime"), somente 3% dos homicídios são solucionados.....
As ONGS, Movimentos,pais e familiares das vítimas fazem passeatas, protestos e manifestos, mas até agora nada de solução para estes problemas tão graves.
Falamos...mas ninguém nos ouve...
Nem os tais direitos humanos se preocupam com as vitimas da violência e suas familias.
Estamos num país livre pra pensar, pra falar....mas de que adianta? Se quem devia ouvir, simplesmente se faz de surdo...
Corrente do Mal em teias traçadas gigantes por todo nosso país.
Pará, São Paulo, Bahia, Rio, Paraná, Santa Catarina, Paraíba, por todo o Brasil. Só serão destruídas estas armadilhas com o despertar desta covarde e omissa sociedade, senão prevalecerão de hoje a sempre com suas maldades e prevaricações contra a Mulher.
VIOLÊNCIA SEM SANGUE.O CRIME PRATICADO CONTRA AS MULHERES.DENUNCIE!
Vera Mattos
Hei mulher! Por que você permitiu aquele primeiro tapa?
Por que você permitiu aquela primeira calúnia?
Aquela primeira injúria, aquela primeira difamação? Hei mulher! Será que você lembra quando tudo aconteceu? Era uma brincadeira entre você e ele... talvez até a situação já vinha se repetindo...mas tudo era tão leve e você acabava sorrindo, relevando, deixando para analisar depois. Temia ser chata, desagradável e acreditava que seria bom fazer concessões. Algumas vezes pensava que a causa era a bebida, sempre perdoada pois permitida; acreditava sinceramente que o homem cansado, frustrado, tinha todas as justificativas do mundo para desabafar, para liberar em você e na família os sentimentos agressivos.
Além disso, havia a vergonha das amigas, dos amigos, dos vizinhos, dos colegas de trabalho. E quanto a manchas roxas na pele? O que dizer mesmo? Topadas, uma pancadinha à toa, esbarrou em algum móvel, caiu em casa, e cada dia mais uma desculpa. Quando você pensava que estava enganando aos outros enganava principalmente a você mesma.
Agora, volte ao primeiro tapa, a primeira pancada. Doeu?
Hei mulher! Responde hoje, exatamente nesta hora que você está decidindo ir até uma Delegacia e ainda assim procura justificar este seu desejo de ir, de se expor, de falar de sua vida pessoal ou do pouco que ficou dela.
Será que com todas acontece assim? Ou seria apenas com você? Lembra quando ele gritava com você? Dizia que você era gorda, estava acima do peso? Ou quando dizia que a cor do seu cabelo estava ridícula? Ou quando se referia a sua pouca capacidade intelectual? E o desprezo hein?
Você sentiu na pele o desprezo quando ele disso que seu cheiro não era bom, que cheirava a cozinha, a óleo e alho. Mas você conseguia cozinhar para ele. Poderia ter servido cicuta, mas continuou tentando conquistá-lo com a comida de cada dia, velha lição centenária que assegura que homem se “pega pela boca”.
Hei mulher! Acorda! Antes do primeiro tapa este homem ofereceu vários avisos. Ele estabeleceu um vínculo perigoso em que sua parceria foi fundamental: o da violência sem sangue. Todos os dias ele procurava negar a sua existência como mulher. Todos os dias ele dizia que você era menos, era menor, era infinitamente menor do que a mulher que ele sonhou ter, possuir.
A palavra é posse. É muito barato transformar a companheira em empregada sem direito a qualquer obrigação trabalhista. Além disto, dentro da submissão há a existência do sexo, geralmente com dia e hora marcados. Outros homens querem sexo diariamente, pouco se interessando se seu dia foi estafante, estressante, se houve dupla, tripla jornada. Acreditam que você tem que estar disposta e também apresentar uma boa disposição. O seu sonho de Cinderela desabou. Você viu isto? Você sentiu isto?
Estamos no século XXI. Você como eu é do século passado! Se estamos em 2007 evidentemente que qualquer mulher viva hoje é do século passado.
O que quero dizer? É que somos do século passado e agimos como tal. Não barramos a violência em nossas casas, em nossas famílias.
Esperamos que o amor que sonhamos terá a força suficiente para corrigir.
Mas isto é utopia. Tratemos primeiro da denúncia, de buscar a lei, de perder literalmente a vergonha e fazer que estes protótipos de homens morram de vergonha.
Eles é que devem se sentir constrangidos. Eles é que devem temer a repercussão dos fatos na vida profissional, social. Eles é que devem andar assustados pelo fato de terem sido denunciados nas Delegacias Especializadas, nas Promotorias, e de finalmente serem levados ao Fórum Criminal.
E de que você vai ter vergonha? De ter sido violentada psicologicamente? De ter sido brutalmente atacada fisicamente? Hei mulher! A sua alma está sofrendo. Dentro de você há um caos, um buraco, um sentimento de menor valia, e se demorar mais é bem provável que a pouca coragem que você tem desça pelo ralo da pia, pela descarga do banheiro.
Apoio familiar? Aquele que lhe encorajará dizendo siga em frente, siga e denuncie? Este apoio é raro. Muitos dirão que você deve relevar. Muitos dirão que em nome de Deus, em nome de Jesus você deverá perdoar.
Mulher entenda que esta sociedade foi construída para fazer concessões aos homens. Não espere nem mesmo nas delegacias especializadas um atendimento generoso. A razão é que também policiais mulheres são mulheres e também sofrem violência dentro e fora dos seus locais de trabalho. São discriminadas, criticadas e acabam por sucumbir não somente a hierarquia militar, mas a própria insatisfação e ao sentimento de que nada são e nada serão. Haja depressão, haja angústia, haja desespero, haja desejo de se impor. Com arma na mão pensa em liberdade, mas não encontra caminho e chora como se não tivesse força, como se fosse alguém frágil e destreinada. O exemplo da policial que sofre serve para abrir o debate.
Que mulheres somos nós? E afinal quem educou estes homens agressivos, intolerantes, raivosos, desleais? Quem tem ou teve irmãos homens lembra das leis domésticas repetidas pelas mães da época. Era comum dizer que o respeito tinha território e que os garotos estavam aptos a caçarem suas presas. Os bodes estavam soltos para a glória das famílias machistas. As outras famílias tratassem de cuidar de suas cabras e cabritas.
Assim como individualmente se colhe o que se planta, os homens do século passado estão ofertando a educação que receberam. Exercem poder, exercem fascínio. O sexo e a sedução chegam junto. Sabemos que paixão não tem data para começar, mas tem prazo para acabar e isto é fato científico.
Hei mulher! A paixão acabou. O amor se existiu agora é discutível. Você vai ficar aí sofrendo? Qual será o seu primeiro passo?Somente você poderá se ajudar. Somente você poderá dizer não. Procure outras mulheres e converse, desabafe. Fale com quem for possível falar. Não tema o julgamento dos outros ou das outras. Melhor você vivendo e falando do que em uma gaveta do Instituto Médico Legal.
Rompa a relação. Não fique na ameaça. Se você já se sustenta, o temor não deverá existir. Se não se sustenta, certamente tem algum talento e saberá encontrar uma forma de sobreviver.
Mas não tolere o primeiro tapa, a primeira injúria, a primeira calúnia, a primeira difamação.
Ao contrário do que se pensa aí está o ato de amor. Levar aquele que transgride a compreender as suas atitudes. Levar a reflexão positiva do respeito e do amor ao próximo e principalmente à próxima que poderá ser você.
Pense nisto e se mobilize através de ações concretas.
Vera Mattos :QUAL A CONDIÇÃO DA MULHER HOJE EM DIA?
Ana Bruni: Desamparada. Abandonada. Discriminada. Humilhada.Desprotegida
O Brasil não respeita as Convenções assinadas pela erradicação da Violência contra a mulher. Toma medidas paliativas, mas não com o vigor e seriedade que temos direito. A mídia não favorece as situações femininas, continuam nos discriminando em nossa posição social e impondo a massa a mulher objeto sexual ou a mulher sofrida. Não nos respeitam como cidadãs,. Como podemos respeitar os poderes? Não somos , nem queremos a tarja de vítimas. Somos Mulheres! Não queremos proteção, exigimos nossos direitos!
...que haja uma reeducação masculina, que haja uma nova proposta comportamental que revolucione a sociedade no sentido de que não basta manter uma elite feminina devidamente adequada a este tempo. Nós mulheres somente teremos o que comemorar quando os avanços que alcançarmos forem compartilhados com todas as outras. Vera Mattos
Querem que lutemos pelos direitos que temos direito em nossa Cosntituição.
Não é aceitável se falar na violência doméstica !
Temos de acusar os que afligem a Mulher!
O homem: este é o agressor!"
ANA BRUNI CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA A VERA MATTOS. A VIOLÊNCIA AINDA SEM SANGUE TEM CARA NO BRASIL.
Vera Mattos :QUAL A CONDIÇÃO DA MULHER HOJE EM DIA?
Ana Bruni: Desamparada. Abandonada. Discriminada. Humilhada.Desproteg ida
O Brasil não respeita as Convenções assinadas pela erradicação da Violência contra a mulher. Toma medidas paliativas, mas não com o vigor e seriedade que temos direito. A mídia não favorece as situações femininas, continuam nos discriminando em nossa posição social e impondo a massa a mulher objeto sexual ou a mulher sofrida. Não nos respeitam como cidadãs,. Como podemos respeitar os poderes? Não somos , nem queremos a tarja de vítimas. Somos Mulheres! Não queremos proteção, exigimos nossos direitos!
Vera Mattos: COMO VC SE SENTE NA CONDIÇÃO DE PESSOA AMEAÇADA?
Indignada pelo silêncio da sociedade! Esta é a ameaça maior! Que tudo pelo qual passamos continue por outros séculos! Muitas já caíram, tropeçamos atualmente na poeira delas e para que? Para alcançarmos em 2007 estatísticas de mais mortes? Para acontecer o caso (mais atual) no Pará? A violência pode ser física,porém a moral a psicológica é irreparável. Assim nos matam em vida. O que falta fazerem conosco? O Brasil tem de por um fim na violência! A chamem de Praga, pois é exterminadora.
Vera Mattos: VOCÊ ACREDITA QUE OS ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS PRESTAM SERVIÇOS A CAUSA DA MULHER?
Ana Bruni: Falando exclusivamente sobre a Violência: Não nos interessa saber se conseguiram resolver assuntos de 100 ou 500 mulheres. As outras milhares em nosso país como ficam? Como sobrevivem ? Existe por acaso um grupo que pode ter apoio e outro não? Uma cidade ou capital em especial que as mulheres podem ter mais ajuda? E noutras pequenas comunidades como ficam as mulheres? Estes órgãos têm o poder, tem recursos e muitos! Que não nos constrinjam a viver em guetos.Quando apelarmos a eles que venham em nosso socorro, que enviem pessoas que possam nos proteger e orientar.
Vera Mattos: O QUE É PIOR: A VIOLÊNCIA FAMILIAR OU O DESCASO DAS AUTORIDADES?
Ana Bruni: A violência familiar existe por causa do descaso das autoridades. Sabem os que nos atingem, que mesmo com a Lei 11.340 serão protegidos por seus advogados e serão agraciados com a morosidade da justiça ( entrega de intimações, etc. ). Sabem aqueles que mesmo e quando condenados pela lei que voltarão a ameaçar suas vítimas, como de fato acontece.O rigor, a voz da autoridade não existe! È visível, audível o que estes com o poder transmitem para os agressores. Se sente a cumplicidade, é transmitido o sentimento de impunidade. As testemunhas são coagidas, intimidadas. Quando em desespero manifestamos nosso medo em ser mortas dizem:
“Se a senhora morrer caçaremos os culpados!”
Quando não estamos de acordo com suas atitudes, nos ameaçam de prisão por desacato.
Prevenção não existe. As famosas 48horas para as medidas preventivas não existem!
O medo, o desamparo existe, é real.
Entre a opção de duas violências,familiar ou autoridades: Não existe o pior! Sua vida como mulher é destruída e ameaçada , seus princípios e bases éticas como cidadã despedaçados. Nada sobra nestas opções.
Vera Mattos: ESTÁ SOB AMEAÇA DE MORTE?
Ana Bruni: Denúncias a integrantes da Polícia Militar , Civil, Órgãos de Segurança e Justiça nunca colheram bons resultados para os que se atreveram a fazê-las. O resultado do Cala Boca Brasileiros está em nossa mídia . São juízes, advogados, policiais que agem protegidos por seus mantos e emblemas e mancham com sangue e muito sofrimento os juramentos daqueles honrados e íntegros que fazem parte destes órgãos de Segurança e da Justiça. Existem valorosos e íntegros que combatem pela paz, não violência e pela justiça , mas não podem fazer milagres, não tem condição de irem contra o sistema a qual pertencem são pessoas que tem família, parcos ganhos, não são tão heróicos e destemidos que permaneçam do lado da vítima contra o corporativismo.
Ameaças de prisão, de internação em sanatórios sim. Apelido de um dos que denuncio : Matador
Caso algo me aconteça, será de origem particular ou policial?
Não me protegeram, me difamaram, usaram de abuso e prevaricação, fui agredida, se isto não são ameaças veladas não sei o que são? Morte ? Já mataram a antiga mulher, esta não ressuscitará jamais. Seu sangue se transformou em lágrimas da mulher atual.
Como me disse uma desembargadora de outro estado; Lamento Ana Nem sei o que te dizer!
Vera Mattos:QUAL A SOLUÇÃO PARA SEU CASO? O QUE ESPERA QUE ACONTEÇA?
Em relação às autoridades da Policia Civil e Militar , investigação profunda e que se desculpem comigo oficialmente pelas atitudes , descaso e violência com a qual fui tratada .
Assim solicitei inicialmente em maio de 2006 a autoridade máxima da Policia Militar de Ilhéus. Recebi desculpas verbais, quando solicitei em ofício se calaram, como calados estão até hoje.
Desejo que a sociedade retome a credibilidade nestes Órgãos. O povo não pode ter medo de denunciar. Policia e Justiça tem o dever de nos acolher, proteger e nos orientar.
Desejo que estes da policia e da justiça sintam que temos confiança na ética e integridade deles. Que país é este onde o povo tem se defender de criminosos e dos que deveriam te proteger deles?
Vera Mattos: NESTA SEMANA DE ATIVISMO VOCÊ TEM ESPERANÇAS DE QUE ALGO POSSO ALTERAR A SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRA ?
A situação na qual me encontro, é a mesma situação que se encontram centenas de mulheres. Utopia pensar que meu caso teria alguma alteração, enquanto no Pará acontecem desmandos verbalizados na mídia, com aval de mulheres no poder e com a cumplicidade do silêncio da comunidade. Tenho esperanças sim, que pelo menos estas mulheres que tem o poder e aquelas que comparecem a tantos Congressos, Fóruns e Seminários se unam não só pela voz, mas pelos seus atos em sociedade, que mostrem a cara, que se desculpem pelas suas omissões, que criem realmente um canal aberto, um histórico das muitas que aflitas buscam por socorro.
O 180 atualmente está melhor, no ano passado era um desastre. A mulher tem de ser reconhecida não como uma estatística , mas na sua individualidade. Não somos todas Anas, ou Marias, existem Veras, Tanias, Lucias, Teresas, Lauras. Temos nomes e cada qual sua história. Não temos tempo para conversa fiada, pra burocracia. Não temos recursos. Muita tem filhos, precisam sobreviver, se protegerem e aos seus.
Uma que cai, que morre, que se suicida, que perde a razão,que vive por anos em depressão é mais uma ferida , uma chaga em nossa pretensa Constituição, aos Direitos Humanos.
Nenhuma pode cair, todas nós unidas devemos sustentá-la e acompanha-la em sua caminhada.!
Vera Mattos: QUE ORIENTAÇÃO VOCÊ PODE DAR A UMA MULHER PARA QUE SUA HISTORIA NÃO VENHA A SE REPETIR?
Não conte com ninguém , nem familiares, nem amigos, nem testemunhas. Conte com você e Deus. Procure um advogado , vá junto com ele fazer, em caso de violência física, o exame no IML e depois sempre acompanhada vá a Delegacia, DEAM, prestar a ocorrência policial, o famoso BO. Enquanto as Delegacias não mudarem sua postura em nossa relação, que as mulheres gravem seus depoimentos, como te atenderam, como te trataram. Façam cópias de toda documentação e provas entregues. Sempre acompanhada de advogado procure o MP imediatamente, nem espere as famosas 48 horas. Em muito menos tempo poderão estar mortas, difamadas, acuadas. Caso não te atendam, entregue um ofício relatando a urgência e perigo da situação
Resumindo: Mulher se proteja de todas as maneiras. Não confie, não espere ajuda, use de todas as armas para que tenha segurança.
Dia 6 de dezembro LEI nº 11.489, DE 20 DE JUNHO DE 2007
Institui o dia 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Art. 1 o Fica instituído o dia 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. ------------ Homens agora tem um dia e lei para se mobilizarem contra a violência as mulheres! Precisam de um dia especial para se conscientizarem que devem respeitar a quem os geram, a quem os alimentou, as suas esposas, filha, netas.
Sociedade que se cala a violência, nos obriga a criar leis e dias especiais para nos protegermos!
Sociedade que não exige que se cumpra os Tratados internacionais: Convenção Belém do Pará
Sociedade que não exige que os Direitos humanos sejam respeitados em relação as mulheres!
Sociedade que não respeita sua Constituição!
Neutra e omissa, sinônimo de Covardia!
PELO FIM DA VIOLÊNCIA do HOMEM CONTRA A MULHER! PELO FIM DA PREVARICAÇÃO! PELO FIM DO ABUSO DE AUTORIDADES!
Lembre-se de todas as nossas mulheres nas cadeias Lembre-se de todas as nossas mulheres em protestos Lembre-se de todas as nossas mulheres em anos de lutas Lembre-se de todas as nossas mulheres, seus triunfos e lágrimas (Women’s Day Song, África do Sul)
Com o coração rasgado e indignado após saber sobre a menina de Abaetetuba, Pará, que foi violentada por um mês ao ficar presa com 20 homens em uma cela, com a conivência dos policiais, reconheço mais uma vez que há muito ainda a ser feito para o avanço dos direitos humanos das mulheres no Brasil e no mundo. Por isso, não posso e não consigo ficar calada.
Sinto-me conectada a vocês, mulheres, pelo nosso gênero em comum e por tudo o que a ele está aliado, incluindo os sofrimentos causados pelo ainda prevalecente afronto à nossa dignidade humana. Por isso, escrevo-lhes esta mensagem e as chamo de “irmãs”, com o mais profundo reconhecimento na nossa natureza divina como geradoras e protetoras da vida.
Quando atos de violência afetam uma mulher, todas nós, incluindo nossas futuras gerações, são afetadas. Darfur, região do Sudão, país da África, no qual milhares de mulheres são mortas e outras não podem ir à busca de comida com medo de serem violentadas por milícias, parecia longe de nós. Mas o caso da menina de Abaetetuba nos lembrou que Darfur está em várias partes do mundo.
Atos de violência ocorrem de diversas formas e incluem o fato de não termos a quem recorrer quando somos violentadas, pois ainda não estruturamos nossa sociedade de forma adequada. Delegacias de mulheres, vagões de trens dedicados somente às mulheres e a Lei Maria da Penha são avanços brasileiros em direção ao respeito e suporte às causas femininas, mas ainda temos muito a conquistar e implementar para eliminarmos a discriminação, o abuso e a violência contra todas nós.
Assim, aceitemos todas as mulheres como nossas irmãs e atuemos de acordo. Por exemplo, vamos participar todos os anos da campanha mundial “16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Volência Contra As Mulheres” (www.agende.org.br/16dias/) da forma que pudermos para combatermos esse problema social. Mas precisamos estar unidas em nossas famílias, organizações, empresas e comunidades para promovermos mudanças, não somente nos 16 dias que seguem o Dia 25 de Novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra as Mulheres, mas todos os dias.
O que podemos fazer? Procurar uma organização que trabalhe especialmente com mulheres em nossas cidades para dar apoio. Educar umas às outras sobre nossos direitos, especialmente sobre a Lei Maria da Penha, que agora completa somente um ano e ainda precisa ser muito divulgada. Trabalhar para prevenir novos casos de violência através da mudança nos sistemas e instituições sociais em direção a uma cultura que tenha valores femininos como fundação. Cuidemos umas das outras em espírito de irmandade.
Nós somos as líderes que estamos procurando. Vamos mudar nossas sociedades começando por nós mesmas, todos os dias, para que futuras Anas escrevam poesias diferentes da poesia abaixo.
Sociedade Brasileira ..ela se cala ela se omite ela compactua ela silencia ela não ouve ela não auxilia ela não fala ela não se movimenta ela não se une ela não se solidariza ela é covarde ela é acomodada ela não grita
...ela é você ...ela somos nós
Ana Maria C. Bruni
Ana Maria C. Bruni é mais uma vítima da violência contra mulheres. Para mais informações visite www.territoriomulher.com.br
ERICKA OMENA ERICKSON é Diretora da ONG Grassroots Leadership Network of Marin (Rede de Lideranças Populares) em Marin County (Califórnia, EUA). Administradora formada pela Universidade Federal Fluminense/RJ e Mestre em Administração Pública pela EBAPE-Fundação Getúlio Vargas, sua experiência profissional inclui o ensino de administração, marketing e responsabilidade social em universidades brasileiras como UFF, Unigranrio e Cândido Mendes (RJ). Ericka também faz parte da Marin Women´s Commision (Comissão de Mulheres do Condado de Marin/CA/USA) e do Conselho Diretor da ONG Violence Prevention Forum (Fórum de Prevenção à Violência/EUA).
...perderam suas faces os maus ...seus nomes há muito não existiam faziam parte da Corja da Legião sem vergonha, sem dignidade não preservaram a honra não preservaram nada só cultivaram as lágrimas, a dor, a aflição a devassidão, a traição
Pobre Seres que circulam entre nós
Conheça Mulher estas personalidades Perversas e Malígnas
Sempre que nossos direitos forem desrespeitados, por violência policial ou abuso de autoridade, devemos denunciar de todas as formas.
Convém contar o caso: Os crimes contra nós praticados.
ao Juiz de Direito;
ao promotor de justiça;
ao Padre ou Pastor aos dirigentes das Associações de Bairros, de sindicatos, centros comunitários;
as Associações em geral, aos amigos
as comissões de Direitos Humanos; aos jornais, rádios e televisões;
ao Corregedor de Polícia;
à Defensoria Pública; aos Deputados, Vereadores e Prefeitos
Quando você esgotar todas as possibilidades "ditas humanas ",verá que poderá contar com você e com Deus!
Confie Nele e Denuncie! Não se cale!
Ana Maria C. Bruni
Tem vezes que quero arrumar minhas trouxas e sair por esse mundão de Deus sem deixar vestígios ou olhar pra trás. Mas aí imagino que é isso exatamente o que eles querem, estarei fazendo exatamente o que desejam e desisto da idéia.Ah, mas um dia ainda venço, nem que leve trinta anos! VOZES DE SOBREVIVENTE
Na Bahia escolhi viver como adoção, infelizmente não se revelou uma mãe sensível a sua adotada.
Caminhos futuros me levarão assim que tudo for resolvido, para longe dela, uma pena para quem depositou tantos anos de sonhos, esperanças ,recursos e criou uma Arcádia em homenagem a paz, amor e harmonia.
Espero que seres com bons propósitos possam realmente alterar este quadro discriminatório em relação a Mulher,nestas terras de Gabriela, que não se vive só de cravo e canela e sim de respeito e dignidade.
A HUMANIDADE proclama a presente "Declaração Universal dos Direitos da Mulher" como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Artigo 1 Todas os mulheres nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas as outras com espírito de fraternidade.
Artigo 2 I) Toda a mulher tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
II) Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.
Artigo 3 Toda a mulher tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4 Nenhuma mulher será mantida em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos estão proibidos em todas as suas formas.
Artigo 5 Nenhuma mulher será submetida a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.
Artigo 6 Toda mulher tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.
Já que não respeitam os Direitos Humanos Universais, Vamos Mulheres criar os Direitos Humanos da Mulher!
e pensaram que tinha o poder de destruir impunemente. e pensaram que suas traições, vilanias e violência ficariam nas sombras para sempre Ana Maria C. Bruni