Muita sede
A agua , é vigorosa na sua determinação, ela força passagem, inunda, transborda, ocupa todos os espaço,ela bate, fura, muda, transforma, altera formas, sorve sua sede, afoga seu corpo, te banha, te refresca, te distrae, te esvai em pensamentos, em sons. Agua é vida!
Voces me deixaram com sede de justiça!
A verdade vem à luz, por mais que a escondamos sobre rochas, ela se torna fluida e com o tempo se condensa mais forte,mais poderosa, mais vigorosa. Ela é a verdade ! Ana Maria C. Bruni 21/07/2006
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A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus”.
Por que chegamos a este nível de violência no Brasil? Será por que ? Não nos socorrem Não nos escutam Não nos protegem Não nos orientam Quando procuramos auxílio Somos ironizados Ameaçados Ridicularizados Difamados Menosprezados Abandonados Subjugados Torturados Quando encontramos testemunhas elas Não querem se envolver São intimidadas Ameaçadas Constrangidas E, se calam Nossa sociedade se isola, se exila dela própria, tem medo e descrédito dos Órgãos criados por e para ela , então se omite, não se solidariza com o próximo. È questão de sobrevivência! Quem sabe a ela também não perseguirão! Vêem, sabem e escutam atrocidades, mas preferem viver no mundo do faz de conta, do que morrer a lutar contra os opressores e omissos do sistema. Caímos todos então ,juntos, a sociedade e os próprios que configuram o poder, nas mãos dos facínoras declarados! Eles caem também, pois fazem parte com suas famílias desta mesma sociedade desprotegida por eles. Não podemos continuar a pagar por nossos direitos de vida e termos como retorno nossa insegurança e morte. Ana Maria C. Bruni 21/07/2006
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Quantos ainda devem martirizar! Voces não se saciam? Já não basta?
Ao ler sua história me deparei novamente com a minha. Está tudo acontecendo de novo. Denunciamos bandidos e as autoridades foram nos atormentar ao invez de ajudar.
Descobrimos que os direitos são apenas algumas palavrinhas escritas em algum livro nobre que não serve a quem precisa, mas serve à aqueles que podem pagar o quanto for preciso para que elas seja usadas.
Temos direitos sim! Desde que paguemos 30% de honorários a um advogado qualquer. Por isso já li em algum adesivo no vidro de um carro que - sem advogado, não há justiça.
A justiça, as lei, os advogados e os direitos fazem parte de um teatrinho que engana a todos, menos a nós que precisamos deles para continuarmos sendo honestos.
E ai descobrimos o verdadeiro peso do caráter. Quando nos deram as costas poderíamos ter chutado o mundo já que o nosso mundo já estava chutado, e mesmo assim mantivemos o caráter, o respeito e a vontade - acima de tudo e de todos - em fazer o que é certo, e o que é justo. Sobretudo, dentro da lei e sem maquiavelhices.
Agora nos cabe o peso de sermos tratados como loucos, pois são loucos aqueles que enxergam a podridão onde todos acreditam que existe a justiça.
Somos nós os bandidos que denunciamos covardes e malfeitores, que vivem de beber o sangue alheio até a última gota, pouco importando o que resta de nós sem o nosso próprio sangue.
Mas não nos derrubam tão fácil quanto pensavam que seria. Descobrem os marginais que há justiça não existe, mas a verdade é mais forte que qualquer coisa nesta vida. Uma mentira não sobrevive, e se prolonga com as distorções. Mas a verdade é eterna e nela ninguém pode interferir. Paulo Pavesi - Um pai em busca de justiça.
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Ana Maria C. Bruni

Me transferi há 8 anos do Rio de Janeiro, na esperança de fugir da violência dos malfeitores, porem encontrei uma violência e omissão muito mais poderosa no seio das autoridades de Segurança e Justiça desta cidade de Itacaré- Bahia. Por assunto pessoal muito grave, apelei por ajuda às autoridades de Segurança e Justiça, este apelo tomou dimensões aterrorizantes, degradantes, inadmissíveis perante nossa Constituição e Direitos Humanos. Autoridades me submeteram a torturas físicas e psicológicas. Tive meus direitos constitucionais seqüestrados. Este site foi escrito como um mural a sociedade desta cidade e às autoridades. Os fatos aqui estão, nos links e nas páginas, alguns metaforizados, outros revelados. Por razões de segurança e desamparo legal não expus em forma cronológica os fatos, atos ,calúnias,difamações que sofri , omissões, precárias informações sobre orientações legais que recebi neste período. Não imaginei que meu apelo de ajuda às autoridades em 02 de maio , se voltasse contra mim . Declaro novamente neste que peço a proteção de Órgãos Superiores de Segurança e de Justiça deste país, responsabilizo-os pela minha segurança, de minha família e amigos , responsabilizo-os pelos abusos e tortura que sofri, responsabilizando-os pelos dias infernais que estão me fazendo viver, pelos meus direitos seqüestrados. Ana Maria C. Bruni
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Percebo
Mais um domingo silencioso Quando a incompreensão dos atos e atitudes dos homens me assombra confunde meus princípios, desperta meus instintos primatas. Mais um domingo dolorido. Quando percebo que o poder viscoso da autoridade abafa meu respeito à eles, minha noção de pátria, meu agitar de bandeirinhas verde e amarelas. Mais um domingo Quando percebo a inutilidade das leis e a necessidade premente delas. Quando percebo que minha voz é muda sem um carimbo. Que a incoerência e a desídia imperam E minha indignação de nada vale. Mais um domingo Que vejo homens e mulheres, zumbis de vida solidária, cegos, surdos, mudos a atrocidades e injustiças a sua volta. Vivendo atrás de suas muralhas, achando que estão protegidos dos males que aos outros vêem sendo afligidos. Que vejo e sinto que tudo aceitam e compactuam tacitamente, como ovelhas acuadas. Que percebo que vivem em mundo criado numa sociedade irreal, isolada e fictícia. Que me pergunto: - Como podem viver assim? Que me pergunto : - Como pude, tantos anos, viver entre gente assim? Mais um domingo Quando percebo que tenebrosos dias advirão, oriundos da luxúria e devassidão. Transportados por disseminadores do mal, cegos pelos desejos mundanos. Quando percebo que a roda recomeçou a girar e o tempo chegará. Apontando os culpados, os omissos, os pérfidos, os maus. Mais um domingo Que peço para não me comover, para não compartilhar das dores dos que me feriram. Que peço para não ser clemente por aqueles que não me auxiliaram e torturam minha alma e meu corpo. Que peço para não ser eu e ser por um tempo como eles, impiedosos. Mais um domingo Que compreendo o quanto á vontade e designo de Deus são supremos. Que não nos cabe avaliar suas decisões em nossas vidas. Que tudo tem uma razão para a evolução dos homens e mulheres na terra. Paz na terra aos homens de Boa Vontade. Ana Maria C. Bruni 16/07/2006
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